Fabrício e Felipe, CEOs da Movile e da iFood, respectivamente

A brasileira Movile anunciou nesta terça-feira que fará um investimento de R$ 5,5 milhões na startup iFood, que desenvolve um aplicativo para fazer pedidos de delivery de restaurantes. “Queremos criar a melhor experiência em comércio móvel do mundo em parceria com a iFood”, diz o comunicado divulgado pela Movile. A ideia da parceria também é começar o processo de expansão do iFood para a América Latina.

Outra expansão do aplicativo se dará no número de restaurantes cadastrados no portfólio da empresa, disse Felipe Fioravante, CEO da iFood, em uma conversa com a imprensa. Segundo ele, a ideia é crescer dos mais de mil restaurantes atuais para mais de 5 mil em 2015.

Com o investimento, a Movile torna-se acionista da iFood, mas a porcentagem vendida não foi divulgada. Fabrício Bloisi, CEO da companhia, diz que a ideia do investimento é aumentar a participação da empresa na venda de “itens reais”.

“Nos próximos cinco anos, o que chamamos hoje de e-coomerce vai migrar fortemente para o mobile”, disse o executivo. Ele cita dados que dão conta de que o comércio feito por celulares e tablets já chegam a 2% do comércio eletrônico no Brasil –nos Estados Unidos, esse número já chega a 10%.

iFood

Felipe conta que a iFood nasceu em 2011, como uma plataforma de delivery pela web, mas o lançamento do aplicativo no começo de 2012 trouxe uma mudança no foco do negócio. “O app acabou sendo o segmento que mais cresce e já temos 21% dos pedidos feitos pelo mobile”, contou o CEO. Segundo ele, houve uma aproximação com a Movile por interesses em comum e a ideia é agora chegar a um número maior de clientes.

Entre as evoluções previstas para o aplicativo, Felipe coloca o pagamento mais simplificado dos restaurantes (no sistema “um clique”) e mais opções para filtrar os restaurantes disponíveis. “A ideia também é trazer uma ferramenta de recomendação”, completa. Segundo um comunicado divulgado pela Movile, a iFood tem crescimento mensal de 20% e atua em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Fortaleza, Santos, Jundiaí e Campinas.

Comércio móvel no Brasil

Durante o anúncio da parceria, as duas empresas divulgaram uma pesquisa da e-bit, que afirma que o setor de comércio eletrônico deve arrecadar R$ 11,6 bilhões somente em 2013, com um aumento de 20% em relação a 2011. Outro levantamento da e-bit divulgado aponta que, em junho de 2012, 1,3% das compras on-line foram feitas por meio de smartphones ou tablets — um ano antes, esse número era de 0,3%. “O m-commerce é uma forte tendência para o futuro do mercado brasileiro de varejo. Prevemos que ele representará 8% do e-commerce do País em 2014 e movimentará R$ 1,5 bilhões”, afirma Bloisi, segundo o comunicado divulgado..