Há uns dias, conversei com a Marina Miranda (uma das inovadoras que me ajudou a realizar o primeiro Startup Weekend no Brasil) sobre o que as startups tem a ver com a programação da II Conferência Internacional sobre Crowdsourcing, Co-Criação e Colaboração, evento que ela promove novamente em São Paulo como representante da colaboratoria Mutopo. Obviamente, a resposta básica e óbvia é citar as plataformas de crowdfunding, que são startups, promovem crowdsourcing de projetos e de financiadores. Várias outras startups de mídias sociais apareceram como outra categoria de respostas.
Mas a abordagem mais desafiadora me surgiu quando evocamos o conceito de “produção social“, que o sócio e investidor da Mutopo Shaun Abrahamson definiu como metodologia. Será que o tal do customer development (que, entre outras, coisas fundamenta-se na validação de premissas de negócio com base no comportamento dos clientes) pode ser comparado aos temas da conferência proporcionando novas formas de entender e fazer startups?
Passo a pergunta aos leitores, pedindo colaborações de respostas, seja em texto, vídeo, infográficos, slides ou outra forma. As melhores 4 contribuições valem ingresso e serão debatidas no palco da Conferência, dias 2 e 3 de julho na Fecomercio em São Paulo/SP!
Bem, é isso. Responda à pergunta:
Será que customer development (que, entre outras, coisas fundamenta-se na validação de premissas de negócio com base no comportamento dos clientes) pode ser comparado aos temas da conferência (crowdsourcing, co-criação e colaboração) proporcionando novas formas de entender e fazer startups?
As 4 melhores respostas (de pessoas diferentes) ganham:
- uma matéria dissertando sobre a resposta;
- um ingresso para a II Conferência Internacional sobre Crowdsourcing, Co-Criação e Colaboração;
- exposição no palco do evento.
Responda aqui na matéria, inclusive inserindo os links das suas respostas (vídeo, slide, infográfico, etc). As respostas que conquistarem mais “likes” ou comentários subordinados vão ganhar um ingresso cada (não cumulativos). Casos não previstos neste concurso cultural serão avaliados por mim e pela Marina em caráter definitivo.
Palestrantes do evento
- Irene Greif: IBM, dos Estados Unidos
- Jeff Howe: Northeastern University, dos Estados Unidos
- Pia Erkinheimo: Nokia da Finlândia
- David Alan Grier: George Washinghton University, dos Estados Unidos
- Shaun Abrahamson: Mutopo dos Estados Unidos
- Carl Esposti: da crowdsourcing.org nos Estados Unidos
- Sherwood Neiss: Startup Exemption, dos Estados Unidos
- Jason Best: Startup Exemption, dos Estados Unidos
- Paulo Alvim: do Sebrae
- Adolfo Melito: da Fecomércio
- Camila Pagamisse: da Pespsico/ Rufles
- Daniel Weinmann: da Engage
- Denilson Novelli: da Tecnisa
- Horacio Poblete: da Ledface
- Marina Miranda: da Mutopo no Brasil
- Luis Fernando Guggenberger: Fundação Telefonica no Brasil
- Jorge Verschoore: Unisinos
- Tennyson Pinheiro: do Live|Work
- André Torreta: A Ponte Estratégica
- Rorigo Maia: Catarse











7 comments
Salve !
>> foi pensando em novas formas de entender e fazer startups que criamos o Eusocio (www.eusocio.com).
Vamos nos falando
De forma mais ampla, sim. O Crowdsourcing e a colaboração podem ser ferramentas muito eficientes para trazer insights, principalmente nas primeiras fases, de descoberta e validação de clientes. Usando a capacidade das massas de gerar informação, pode haver um grande salto no aprendizado e no próprio negócio – como acontece com o pessoal do Quirky (http://www.quirky.com/).
Mas, em determinado momento, nos deparamos com um paradoxo na co-criação: um banco de dados cheio de insights não significa necessariamente uma startup de sucessos. Aí entra a parte mais importante: o julgamento e a curadoria, que, entre outros, são exemplos claros da contraposição entre coletivo e individual, informação e conhecimento, criatividade e experiência.
"vamos nos falando"? faz tempo que enviei email para vocês, interessado em fazer matéria. não vai querer aproveitar esta oportunidade aqui da matéria para mostrar conhecimento? falar mais dessas novas formas que vocês estão pensando e atuando? vale uma matéria também – além de valer exposição no palco da Fecomercio.
catzo!
Eu acredito que exista sim uma sinergia entre os dois temas. As pessoas podem utilizar o crowdsourcing para fazer validação de conceitos e ideias de forma semelhante ao que o customer development faz para as startups.
Se você pegar o caso do Kickstarter ou de outros crowdfundings, eles funcionam não apenas como uma forma de se levantar dinheiro para a execução do projeto proposto, como uma forma de validar com o mercado o conceito do projeto antes de se investir mais tempo e dinheiro nele.
Outros modelos usam o crowdsourcing para definir quais são as melhores ideias para serem desenvolvidas, como o caso já citado do Quirky (http://www.quirky.com/), outro exemplo é o de uma startup de uns amigos brasileiros que estão no Vale do Silício, a StoryBoom (http://thestoryboom.com/). Ela usa o crowdsourcing para a geração de ideias para quadrinhos e para validar as melhores ideias antes de se gastar dinheiro e trabalho fazendo um quadrinho mesmo, dessa forma o quadrinho já terá fãs (clientes) quando ele for lançado.
Resumindo, acredito que o crowdsourcing pode ser sim utilizado como uma forma de customer development, porém não servirá para todos os tipos de modelos de negócios e nem substituirá o customer development , apenas complementará ele.
Não é certo comparar o conceito de customer development aos conceitos de crowdsoursing, co-criação e colaboração, pois mesmo que tenham um único objetivo, eles atuam de forma diferente. O customer development parte da empresa/startup para o cliente e o objetivo real do crowdsourcing/ co-criação/ colaboração é a atuação do público nos processos de decisão.
Quando penso em crowdsourcing, eu penso em um processo onde posso atuar apresentando a solução para um problema, como também participando do financiamento, atuando como agente propagador dessa solução e atraindo uma rede de pessoas que compartilha desses mesmos interesses que eu. O mesmo acontece com a co-criação e a colaboração, é uma integração de pessoas que dedicam seu tempo, conhecimento e interesse para a criação de algo que proporcione um diferencial para o mundo ou a comunidade em que vivem.
Acredito que esse movimento de pessoas se reunindo e executando ideias que tenham a ver com o objetivo de uma vida em grupo, gerou uma movimentação das próprias empresas, que passaram a se preocupar em criar soluções de acordo com o comportamento dos nichos de clientes. Hoje as empresas não podem se preocupar com as massas e sim com os interesses de uma sociedade em continua transformação.
Oi Diego,
Na minha opinião não existe relação.
Customer Development é sobre ouvir do cliente, compreender seu dia-a-dia e seus problemas. Contudo a criação da solução continua sob inteira responsabilidade do empreendedor, o cliente não participa ativamente dessa construção. Não existe co-criação e sim compreensão do problema para criação de uma solução baseada em fatos e não em hipóteses.
Ash Maurya também aborda esse ponto em seu livro Running Lean, segunda edição, quando diz:
"…, even though customers hold all the answers, you simply cannot ask them what they want.
…
Given the right context, customers can clearly articulate their problems, but it's your job to come up with the solution."
Espero ter contribuído para a discussão.
Thiago Paiva, @chendailem, @carvalho_rafael e Rodrigo Franco estão credenciados para a Conferência de Crowdsourcing!
Entretanto, não foi possível especificar um horário para todo mundo subir no palco e debater o assunto. Estou vendo com a organização se eles podem passar os comentários no telão, divulgar pelas redes deles, etc. O importante é que o conteúdo está documentado e será divulgado.
Abraço!
Trackbacks
Our apologies, you must be logged in to post a comment.