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Por que Private Equity e Fusões & Aquisições ainda estão imunes tecnologia do século 21? (Parte 2)

Thierry Larose em 30 de junho de 2010

Cinco argumentos típicos usados por pessoas que não acreditam em um modelo de mercado virtual para Private Equity, Fusões e Aquisições – e cinco razões pelas quais o mercado vai se desenvolver assim, mais cedo ou mais tarde!

Depois da alegoria na parte 1, vamos agora fazer uma sessão de perguntas e respostas com um interlocutor duvidoso imaginário.

Thierry Larose é moderador do Online M&A Brazil – confira a Newsletter – e parceiro colaborador do Startupi.

1) Como negócios de private equity possivelmente adotariam um modelo de marketplace se são, a princípio, não-públicos? Da mesma forma, fusões e aquisições requerem confidencialidade e discrição; portanto, qual é o benefício de usar um marketplace público ou semi-público?

Usar um marketplace para publicar uma oportunidade de negócios não significa revelação de todos os detalhes para o público. A inteligência continua ao controle do fornecedor da oportunidade, que pode ajustar a assimetria da informação conforme achar necessário.
O mercado de imóveis residenciais é provavelmente melhor exemplo de o que os marketplaces podem trazer para um determinado mercado. Neste mercado, agora 95% das transações são concluídas, ou ao menos geradas de forma on-line – mesmo as mais atípicas e exclusivas. Linkedin é outro bom exemplo: quem diria, há cinco anos, que haveria um marketplace on-line para currículos com quase 5 milhões de usuários?

2) O modelo marketplace só é bom para pequenas startups e captações que ninguém conhece ainda, porque o mercado iria reconhecer imediatamente qualquer oportunidade grande ou média, mesmo se escondida em um perfil não-identificado.

Startups e pequenos negócios precisam de ajuda para levantar capital, seja sede ou venture. Em si, isso já seria uma baita realização se o marketplace tivesse sucesso nessa tarefa – especialmente no Brasil, onde a maioria do foco internacional recai sobre grandes captações.
Dito isso, não vejo como grandes negócios também não se beneficiem do serviço em algumas instâncias. Como falei no primeiro artigo, se o seu objetivo é comprar ou vender um negócio, ou um ativo, o mais rápido possível e a um preço justo, é mais eficiente publicar um slide em um perfil não-identificado de um marketplace do que enviar centenas de teares para sua agenda de endereços inteira.

3) Provavelmente intermediários não vão adotar o modelo porque isso pode matar o negócio deles.

Discordo totalmente. Marketplaces de imóveis terminaram com os negócios dos intermediários? Claro que não. Do contrário, os marketplaces on-line deram um forte movimento nas atividades deles! Todos os mercados são feitos de compradores, vendedores e intermediários, seja na vida real ou na Internet.

4) Que garantias temos de que as pessoas no marketplace são sérias, e que as oportunidades apresentadas sejam reais?

Temos as mesmas garantias de quando encontramos alguém em um evento profissional, por exemplo. Nosso objetivo é colocar as pessoas, que julgamos serem sérias, umas em contato com as outras. Quando o contato é feito, ambas partes vão cruzar suas checagens de referência e deu diligence antes de continuar a discussão – bem como você faria ao ser apresentado a alguém em um evento.

5) Usar um marketplace vai aumentar meus custos ou reduzir minha comissão, certo?

Se uma apresentação permite a você fechar um negócio de forma satisfatória para todos, então o serviço vai valer uma taxa de finder. Este sempre foi o caso, então por que seria diferente em um marketplace on-line?

Thierry Larose é moderador do Online M&A – confira a newsletter – e parceiro colaborador do Startupi.

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Comentários (9)

  1. Tweets that mention startupi » Por que fundos de private equity, fusões e aquisições ainda estão imunes tecnologia do século 21? (Parte 2) -- Topsy.com 30/06/2010 às 14:48:51

    [...] This post was mentioned on Twitter by Julio Valentim. Julio Valentim said: Por que fundos de private equity, fusões e aquisições ainda estão imunes tecnologia do século 21? (Parte 2) http://ow.ly/17WIUl [...]

  2. No Mercado: Investidores internacionais buscam startups brasileiras « Ca’Bianca Blog 09/09/2010 às 09:15:00

    [...] Depois, noticiamos mais atividades brasileiras do fundo Atomico (do fundador do Skype), dos alemães Hommels e Jung e sobre o interesse que as startups brasileiras despertam na Suíça, na Holanda, na Bélgica, leste europeu e Ásia. [...]

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